Olá pessoal esta é a minha segunda postagem:
A intenção do blog é publicar textos e receber contribuições que ajudem na divulgação da nova forma de se ensinar e o papel da tecnologia nesse novo formato.
Depoimentos de quem fez curso à distância
Parte de um texto extraído do site:
http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas_sesc/pb/artigo.cfm?Edicao_Id=264&Artigo_
Tecnologia faz crescer número de pessoas que se formam sem freqüentar salas de aula
FRANCISCO LUIZ NOEL
A licenciatura em ciências biológicas era um sonho remoto para André Bebiano de Macedo, de Petrópolis (RJ), até 2001. Mas, como não possuía recursos para estudar fora nem havia esse curso na cidade, ele decidiu arriscar e conseguiu ser aprovado no primeiro vestibular do Rio de Janeiro para graduação a distância. Surpreso com o ritmo puxado, precisou reorganizar seu cotidiano familiar para poder atirar-se aos livros. Aos 34 anos, funcionário público, com um filho, ele recebeu o canudo em maio.
"A faculdade a distância caiu como uma luva, no meu caso", assim André resume sua conquista. Um dos oito diplomados no curso da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), ele já dá aulas e planeja mergulhar na profissão. Pelo mesmo caminho vai a curitibana Cristiane Macedo Faust, de 26 anos, da legião de 250 alunos da graduação a distância em administração da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Também servidora pública, com dois filhos, ela diz, animada: "Isso me motivou na busca de formação, pois não tive de abrir mão dos outros compromissos".
André e Cristiane são exemplos de que a educação a distância (EaD) está em alta no Brasil, impulsionada principalmente pelo avanço das tecnologias de informação. Nos vários níveis de ensino, mais de 504 mil brasileiros buscaram formação em 2005 nos cursos oficiais oferecidos nessa modalidade, reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC). Do supletivo à pós-graduação, o número de estudantes cresceu 62,6% em relação ao ano anterior – somados os cursos não-oficiais, mais de 1,2 milhão de pessoas fizeram uso da EaD em 2005.
A UAB coloca o Brasil em consonância com a tendência mundial de incorporação definitiva da EaD ao sistema educacional. Ficam para trás paradigmas espaciais e temporais como turma, sala de aula, freqüência, onipresença do professor, horários rígidos e semestre. Entram em cena inovações como ambiente virtual, interatividade, tutores online, flexibilidade de estudo e autodidatismo. Mesmo em contato periódico, ao vivo, com professores, atividades práticas e avaliações, os alunos estudam sozinhos em casa. O rendimento depende não só da inteligência, mas também da disciplina.
No mundo inteiro é assim. Na Europa, quase 1 milhão de universitários estudam a distância. Na Grã-Bretanha, a renomada Open University tem 200 mil alunos; na França, o Centre National d’Enseignement à Distance conta com 180 mil; na Espanha, a Universidad Nacional de Educación a Distancia (Uned) ensina a 110 mil pessoas. Países de dimensões continentais como Rússia, Canadá e China também usam a modalidade para aproximar lugares. Na Ásia e na África, são 3 milhões de universitários na EaD.
Você sabia?
Pioneirismo nas ondas do rádio
*A educação a distância no Brasil começou no rádio. Em 1923, Edgard Roquette Pinto e Henrique Morize, da Academia Brasileira de Ciências, criaram a pioneira Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, com o intuito de difundir a instrução. Num Brasil em que a maioria dos 31 milhões de habitantes era analfabeta, entravam no ar, em 1925, aulas de português, geografia, história, higiene, ciências, física, química e francês, em meio à programação normal. Em 1936, Roquette Pinto doou a Sociedade ao governo: nascia assim a Rádio MEC – cabeça do Serviço de Radiodifusão Educativa (SRE), criado em 1937.
*O primeiro curso por correspondência no país data de 1939, quando o imigrante húngaro Nicolás Goldberger fundou o Instituto Rádio Técnico Monitor. Da capital paulista, despachava apostilas de eletrônica, ferramentas e peças para a montagem de um rádio, nos moldes do que se fazia na Europa e nos Estados Unidos. Em 1941, surgiu o Instituto Universal Brasileiro. Na década de 1960, a EaD chegou à televisão. Em 1961, a TV Rio levou ao ar o primeiro curso de alfabetização de adultos na telinha, da professora Alfredina de Paiva e Souza. Em 1967, o governo militar criou o Centro Brasileiro de TV Educativa, que produziu centenas de programas.